Romeu Ribeiro garantiu uma parceria com a Administração do Porto de Lisboa, Marina Porto Atlântico e Marina de Portimão para a monitorização de espécies exóticas invasoras, no âmbito do seu doutoramento.

A ação arrancou no final de junho, com a colocação de pequenas placas de PVC suspensas nos passadiços das marinas de recreio de Leixões, Alcântara e Portimão, de forma a monitorizar a chegada destas espécies, que são transportadas nas águas de lastro ou incrustadas nos cascos das embarcações comerciais e de recreio. As estruturas permanecerão por 3 meses nos locais, para permitir o recrutamento e a colonização natural por organismos incrustantes presentes na coluna de água.
Romeu Ribeiro irá posteriormente analisar e quantificar estes organismos, tanto através de observação direta como recorrendo à análise do seu DNA. O aluno, que iniciou o doutoramento na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) em outubro de 2025, é orientado pela investigadora MARE/ARNET Paula Chainho, pela investigadora Sofia Duarte, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Universidade do Minho, e pelo investigador Gregory Ruiz, do Smithsonian Environmental Research Center (SERC, EUA).
A metodologia será replicada no próximo ano, mas desta vez em marinas de recreio dos Estados Unidos da América, com o objetivo de criar uma estratégia de monitorização padronizada de espécies exóticas a nível mundial.
Os resultados obtidos no decorrer desta ação visam contribuir para um maior conhecimento da biodiversidade associada às marinas portuguesas, assim como para a monitorização das espécies não indígenas com potencial impacto ecológico e económico, constituindo informação relevante para a gestão e conservação dos ecossistemas costeiros pelo mundo fora.
As espécies exóticas invasoras são uma das maiores ameaças à manutenção da biodiversidade dos ecossistemas marinhos e a sua monitorização global é um dos grandes desafios científicos atuais.
Texto por: Patrícia Chaves
Fotografias: Romeu Ribeiro, Paula Chainho e equipa