
No passado dia 13 de maio, terminou com sucesso a primeira edição do Curso de Mergulho Científico CMAS – Politécnico de Leiria, realizada na Área Marinha Protegida das Berlengas, Reserva da Biosfera da UNESCO. A iniciativa reuniu participantes de seis países (Itália, Bélgica, Inglaterra, República Checa, Suíça e Alemanha), consolidando as Berlengas como um território de referência para a formação avançada em ciência e mergulho.
Organizado pela unidade regional do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente no Politécnico de Leiria, em parceria com a Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas (CMAS) e a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), o curso foi concluído com sucesso por todos os participantes, reforçando o papel do MARE na promoção da formação científica subaquática e afirmando Portugal como um dos pioneiros europeus na implementação dos novos standards internacionais do mergulho científico.
A formação contou com a participação de investigadores de instituições nacionais de referência ligadas às ciências marinhas e aquáticas. O MARE esteve representado por João Franco, do MARE - Politécnico de Leiria, e David Jacinto, do MARE – Universidade de Évora, investigadores também pertencentes ao Laboratório Associado ARNET, dedicado às ciências aquáticas e marinhas. Participaram também Duarte Duarte, investigador do CIMA – Universidade do Algarve e diretor do curso, e Bianca Reis, investigadora do CIIMAR.
Numa primeira fase, os participantes foram introduzidos a técnicas de segurança, procedimentos de resposta a emergências e planeamento de mergulho, evoluindo de sessões em piscina para mergulhos em mar aberto, onde praticaram flutuabilidade, navegação subaquática, comunicação e técnicas específicas do mergulho científico.
Nos últimos dias, a formação centrou-se no trabalho subaquático aplicado, recorrendo a foto-quadrados para análise de comunidades bentónicas, fotogrametria e monitorização de zonas de restauro de florestas de kelp. Ao longo do programa, os participantes destacaram o rigor técnico e científico da formação, bem como a singularidade ambiental das Berlengas enquanto laboratório natural.
Esta iniciativa insere-se numa área estratégica para a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) e para a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), reforçando a aposta da Academia Nacional de Atividades Subaquáticas, constituída em Peniche em 2026.
O curso representa, assim, um marco na internacionalização do Politécnico de Leiria, aproximando ciência, conservação marinha e capacitação técnica à escala internacional, ao mesmo tempo que reforça o papel do MARE na dinamização da investigação e formação marinha subaquática em Portugal.
Texto: Patrícia Chaves